7 dicas para construir sites acessíveis

Computador no sofá ilustra 7 dicas para construir sites acessíveis

A acessibilidade digital foi tema do Link 2018. O evento, promovido pela Hand Talk no dia 08 de agosto, reuniu palestrantes de desenvolvimento, negócios, recursos humanos e inclusão para discutir o assunto direto do Campus São Paulo. Nós acompanhamos também a transmissão ao vivo e selecionamos algumas dicas para os profissionais que desejam construir sites acessíveis.

Foram mais de 15 palestrantes e diversas organizações mobilizadas. Presencial ou online, os participantes interagiram para ampliar o conhecimento sobre as boas práticas de relacionamento online com portadores de diversos graus de deficiência. Nesse contexto, estão desde pessoas com miopia até quem possui severa restrição motora, como os tetraplégicos.

Acessibilidade digital: por que se preocupar com isso?

Para muitas empresas, desenvolver um site acessível significa ter uma imagem feia e ultrapassada na internet. Isso porque o grande princípio da acessibilidade web é permitir uma boa experiência de navegação para a maioria das pessoas, independente do seu dispositivo. E aí a criatividade precisa de esforço extra para superar as limitações visuais de alguns navegadores web.

Diante desse bloqueio inicial, desenvolvedores e clientes desistem. Mas é importante lembrar que ter um site acessível é obrigação legal para empresas e uma super oportunidade de incluir este público na economia. Afinal, o público com algum tipo de deficiência é também público consumidor para a maioria das marcas.

Confira 7 princípios dos sites acessíveis

Profissionais de Conteúdo, Design e Desenvolvimento são os principais impactados pelas boas práticas de acessibilidade nos sites. Por isso, reunimos aqui algumas dicas para apoiar a implementação de recursos inclusivos em site responsivos e ecommerces. Confira:

Dica número 1

Conheça a versão mais recente da WCAG

Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) está na versão 2.0 reúne todas as instruções para quem deseja se adaptar totalmente às boas práticas de inclusão. Caso tenha dificuldades com a compreensão, vale a pena conhecer o projeto “Web para todos” que reúne guias descomplicados sobre o tema.

Dica número 2

Construa seu site baseado no HTML

Os profissionais especialistas em SEO e desenvolvimento focado em performance sabem que o HTML é o esqueleto de um bom site. É importante considerar que muitos leitores de tela navegam apenas pela estrutura do código fonte. Sendo assim, o HTML deve ser construído de forma estruturada e limpa, respeitando os padrões W3C. Isso significa:

  • Organizar o conteúdo entre topo, conteúdo e rodapé
  • Permitir a navegação entre as áreas por meio do TAB do teclado
  • Inserir metadados HTML da página
  • Criar hierarquias consistentes que garantam padrão no sistema de cores e tamanho de fonte
  • Utilizar elementos básicos nos formulários (form, input, textarea, select, button)
  • Mencione as versões alternativas por meio dos metadados

 

Dica número 3

Descreva as imagens

Ícones, fotos, backgrounds são lindos. Lembre-se que os cegos, assim como o Google, não enxergam estes elementos. Por isso, lembre-se de incluir a descrição das imagens por meio dos recursos “ALT” (texto alternativo). Esse artigo do “Movimento Web para Todos” compartilha boas práticas em sites acessíveis.

Dica número 04

Legende vídeos

Os surdos alfabetizados precisam das legendas para entender o contexto dos vídeos. O Facebook, por exemplo, está estimulando a adição de legendas (.str) pensando nas pessoas que não podem ouvir o áudio naquele momento. A prática também benefícia quem não pode ouvir nunca.

Dica número 5

Transcreva podcasts

Os surdos oralizados podem ser impactados pelo conteúdo em áudio. Para isso, é importante manter uma área com as versões transcritas do material. É o que o site do TED Talks faz com muita competência.

Dica número 6

Tenha um avatar de libras

Para apoiar os surdos não alfabetizados, os sites acessíveis devem contar com um tradutor de libras. A Hand Talk, por exemplo, é uma empresa que fornece esse recurso para empresas por meio de uma licença do seu script.

Dica número 7

Implemente recursos de tecnologia assistiva

Empresas como Magazine Luiza e Banco Bradesco estiveram no evento para compartilhar suas iniciativas para apoiar a navegação do usuário em momentos de compra. Para isso, mantêm recursos de tecnologia assistiva como o aplicativo eSSENTIAL Accessibility. A plataforma foca em compliance de acessibilidade web. Ou seja, validam boas práticas de inclusão digital a partir das diretrizes do orientações da WCAG 2.0.

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